domingo, 4 de novembro de 2012

Partners encontrará seu caminho?



Desde a sua estréia, Partners ainda não conseguiu causar o impacto desejado pela emissora CBS. A atração surgiu com uma premissa interessante, um elenco bastante conhecido na TV e um time de criadores responsável por uma das mais famosas sitcoms dos anos 90 - Will & Grace. Ainda assim, a série não conseguiu encontrar uma audiência sólida, beirando sempre a casa dos 5-6 milhões de telespectadores, deixando no ar a dúvida sobre a existência de renovação da série para a próxima temporada.

A premissa de Partners gira ao redor de dois amigos, Joe (David Krumholtz, de Numbers) e Louis (Michael Urie, de Ugly Betty). Ambos são melhores amigos desde pequenos e dirigem uma empresa juntos. A série foca nas hilárias diferenças entre os amigos, já que Louis é gay e Joe é hetero. Joe está noivo de Ali (Sophia Bush, de One Tree Hill) e Louis namora com Wyatt (Brandon Routh, de Chuck). 

É pouco provável que os fãs de Will & Grace, talvez os mais motivados a verem a série, não relacionem alguns aspectos de Partners com Will & Grace. A começar pela convivência entre melhores amigos de diferentes orientações sexuais - o casal do título, porém aqui a interação entre os dois melhores amigos nos remetem a Will e Jack. Joe parece ter absorvido algumas características de Will, rapaz sério, centrado e sempre alerta e Louis, que parece tentar estar reprisando Jack em cada aspecto do personagem: os trejeitos, as citações, a forma desprendida de pensar na vida e fazer tudo girar em volta dele - sem deixar de ser um ótimo amigo e ajudar quem ama no momento em que se precisa. Aliás, Michael Urie não apenas parece estar sendo uma nova versão de Jack, como seu papel em Partners lembra bastante seu trabalho em Ugly Betty



O escritório dos dois conta com uma secretária que sempre aparece com alguma frase de efeito (ainda mais) cômico, assim como em Will & Grace nós tínhamos Karen. Só que há uma diferença enorme entre essas duas personagens, pois desde o início Karen tomou os holofotes para si e ao decorrer da série a maioria das grandes história giravam em torno da personagem, graças a estonteante performance de Megan Mullally.

Ainda não há espaço suficiente para Sophia Bush e Brandon Routh na série. Sabe-se pouco sobre o background dos personagens, que parecem estar ali como meros coadjuvantes para aparecerem de vez em quando e ajudarem a desencadear alguma situação no episódio. Neste caso, Routh nos remete aos vários casos que Jack teve ao longo de Will & Grace.

Assistindo Partners, tem-se a impressão de que a série tem, sim, potencial para uma projeção grande na televisão americana. Porém, o roteiro sempre preso e por vezes previsível impede isso. Os criadores da série deveriam se desfazer dos vícios de produção criados em Will & Grace e começar a trabalhar na identidade própria de Partners. Ainda há tempo, e todos sabem que a audiência sempre tem um lugar cativo e simpatizante para sitcoms que girem em torno de um grupo de amigos unidos.


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